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Nanã

 

SAUDAÇÃO: Saluba Nanã.

 

COR: branco rajado com azul marinho, roxo, vermelho

 

ADORNO: ibirin (feixe de nervuras do dendezeiro envolto com búzios)

 

DIA DA SEMANA: segunda-feira

 

DOMÍNIO: águas calmas, profundas e paradas, lodo, pântanos.

 

AXÉ: fertilidade

 

KIZILA: carneiro, gato, raízes, carambola, siri

 

OFERENDA: deburu (pipoca), arroz, feijão, mel, inhame, efó

 

SACRIFÍCIO: cabra, rã, galinha d’angola, pata, coruja

 

INTRODUÇÃO

Nanã proprietária de um cajado. Nanã salpicada de vermelho, suas roupas parecem banhadas em sangue, orixá que obriga o Fon a falar Nagô (Ketu). Água parada que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. É considerada "orixá mais antigo do mundo". Quando Orunmilá chegou aqui para frutificar a terra, ela já estava. Nanã desconhece o ferro por trata-se de um orixá da pré-história, anterior a idade do ferro. O termo Nanã significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra.

 

ARQUÉTIPOS

São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Calmos, às vezes mudam rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista ás últimas conseqüências. Quando mãe são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegres e não gostam de muita brincadeira. São majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.

 

LENDAS

Nanã era esposa de Ogum e ocupava o cargo de juíza no Daomé. Só julgava os homens, sendo muito respeitada pelas mulheres que eram consideradas deusas. Ela morava numa bela casa com jardim. Quando alguém apresentava alguma reclamação sobre seu marido, ela amarrava a pessoa numa arvore e pediu aos Eguns para assustá-la. Certa noite, Yansã reclamou de Ogum e ele foi amarrado no jardim. À noite, conseguiu escapulir e foi falar com Ifá. A situação não podia continuar e, assim, ficou acertado que Oxalá tiraria os poderes de Nanã. Ele se aproximou e ofereceu a ela suco de igbin, um tipo de caramujo. Ao beber o preparado, Nanã adormeceu. Oxalá então se vestiu de mulher e, imitando o jeito de Nanã, pediu aos Eguns que fossem embora de seu jardim para sempre. Quando Nanã acordou e percebeu o que Oxalá tinha feito, obrigou-o a tomar o mesmo preparado de igbin e seduziu o orixá. Oxalá saiu correndo e contou para Ogum o que havia acontecido. Indignado, este cortou relações com Nanã. E é por isso que nas oferendas a Nanã não é usado nenhum objeto de metal. Uma outra lenda registra que, numa reunião, os orixás aclamaram Ogum como o mais importante deles e que Nanã, não se conformando em ser derrotada por ele, assumiu que não mais usaria os utensílios de metal criados pelo orixá guerreiro (escudos e lanças de guerra, facas e setas para caça e pesca). Por isso, que ela não aceita oferendas em que apresentem objetos de metal.

 

QUALIDADES

Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure.

 

ERVAS LITÚRGICAS

-- Odun-dun - Folha da costa -- folha de mostarda – guaraná -- papoula roxa.

 

 

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